Inga vera Willd

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Fabales
Família: Fabaceae (Leguminosae)
Subfamília: Mimosoideae
Gênero: Inga
Espécie: Inga vera Willd.

Nomes populares: Inga-banana, Ingá, Ingá-do-brejo, Inga-de-beira-do-rio, Ingá-de-quatro-quinas, Ingazeiro, Angá.

É a árvore mais típica do gênero, formadora de matas ribeirinhas (matas ciliares e galerias) do sul do Brasil. Uma característica que a distingue das outras espécies do gênero pela densa pilosidade de cor amarelada nas folhas, caules, flores, frutos; outro fator que a diferencia de outras espécies é a produção de vagens retas e menores que a dos outros ingás. O fruto desta espécie apresenta cor amarelada, textura aveludada e formato achatado, oblongo, de até 15 cm de comprimento por 1,8 cm de largura.
Árvore de pequeno porte, perenifolia (não perde as folhas em épocas específicas), de até 15 metros de altura, com fuste (eixo principal da árvore) curto, de até 60 cm de diâmetro e a casca é áspera e cinzenta. Folhas compostas, paripenadas, alternas com 3 a 6 pares de folíolos, ráquis alada e glândulas inter-folíolos. Folíolos lanceolatos, de até 14 cm de comprimento por 4,5 cm de largura. Inflorescências em espigas axilares densamente pubescente (coberta de pêlos), amareladas. Flores hermafroditas (órgãos reprodutivos feminos e masculinos na mesma flor), pentâmeras, com longos estames brancos (em pincel), de até 3 cm de comprimento.

A casca desta planta é usada para o curtimento de couros e preservação de artefatos de pesca. Madeira leve à meio pesada, branca, de importância econômica secundária. A Infusão da casca tem propriedades anti-sépticas.
É indicada na recuperação de barrancos de rios e outros ecossistemas aquáticos, pois se adapta e domina facilmente essas áreas. É uma planta frutífera importante para a fauna, como aves, peixes e outros animais. In natura, o arilo pode ser consumido sem problemas, porém o sabor não é muito apreciado.
Possui grande abrangência, ocorrendo na América Central, Colombia até Argentina e Uruguai. No Brasil, pode ser encontrada em quase todos os estados.

Esta árvore pode ser utilizada como ornamental devido a beleza gerada do contraste de cores das folhas, flores e frutos.

Muito atraída por insetos, pois suas flores são melíferas. A floração ocorre de agosto – novembro e a frutificação de dezembro – fevereiro, porém pode variar de acordo com a região.

De fácil propagação, pois naturalmente desenvolve-se muito bem em beira de rios e várzeas. A semeadura pode ser feita imediatamente, sem retirar a polpa dos frutos em canteiros ou embalagens individuais. A germinação geralmente ocorre em 10 – 15 dias, a repicagem pode ser feita quando as plantas alcançarem de 10 – 15 cm de altura. O plantio definitivo pode ser feito após 3 a 4 meses.

Fontes:
BACKES, P., IRGANG, B. MATA ATLÂNTICA: As Árvores e a Paisagem. 1ªed. Ed.Paisagem do Sul, 2004 393p.

LORENZI, H. ÁRVORES BRASILEIRAS: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. Nova Odessa: Plantarum, 1992. 352p.

LORENZI, H. et al. FRUTAS BRASILEIRAS E EXÓTICAS CULTIVADAS (de consumo in natura). Instituto Plantarum de Estudos da Flora, São Paulo, 2006, 640p.