O manacá-da-serra é uma planta pioneira, isto é, é uma das primeiras que aparece naturalmente após a derrubada da mata ou em áreas em processo de regeneração florestal. Devido a essa característica ela é de fácil cultivo e não é exigente. Praticamente não é atacada por pragas e doenças, não é muito exigente quanto à fertilidade do solo. Gosta de umidade atmosférica alta, clima quente, solo bem drenado. Podas só de condução.
Sinonímia botânica: Tibouchina mutabilis
Família: Melastomataceae
Ocorrência: ocorre do Espírito Santo ao Rio Grande do Sul em toda a Mata Atlântica.
Importância: madeira e ornamental.
Ecologia da planta: é uma espécie heliófila, pioneira, ocorre principalmente em floresta pluvial Atlântica; a dispersão das sementes se dá pelo vento (anemocoria); gosta de clima quente e úmido. Espécie comum em matas secundárias, principalmente nas serras da Mata Atlântica.
Propriedades: árvore de interesse ornamental, sua madeira, ainda que mole, é utilizada em construções internas. Sua principal utilidade é servir como espécie pioneira na recuperação de áreas degradadas de Mata Atlântica.
Cultivo: as sementes são minúsculas, germinam logo que os frutos se abrem e inicia-se a dispersão, devem ser colocadas sob material orgânico em sombreamento de 50%. As mudas devem ser transplantadas para os sacos plásticos ou em tubetes 30mm; estão prontas para serem plantadas no campo em 6 meses.
Descrição botânica: árvore de 7-15 metros de altura; as folhas possuem forma lanceolada, aveludada em ambas as superfícies, rígidas de 8-10 cm de comprimento por 3-4 cm de largura. Suas flores são de coloração que vão do violeta ao branco.
Fenologia: floresce nos meses de novembro a fevereiro, os frutos amadurecem de fevereiro a março.
Outras informações: é uma das espécies pioneiras de maior abundância em formações secundárias da Mata Atlântica.
FONTE:
Fundação SOS Mata Atlântica

